Hey, Mrs Carter!

  IT HAPPENED! One of the best nights of my life! Yesterday night I went to my very first Beyoncé concert and, as expected, it was...

 
IT HAPPENED! One of the best nights of my life!
Yesterday night I went to my very first Beyoncé concert and, as expected, it was amazing! I’m a bit speechless yet. It was superb!
I also wrote a review (only in portuguese) about the concert; so, if you want to, you can click on «read more» to read it!
 
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ACONTECEU! Uma das melhores noites da minha vida!
Ontem à noite, fui ao meu primeiríssimo concerto da Beyoncé e, como esperado, foi espetacular! Ainda estou um pouco sem palavras. Foi soberbo!
Escrevi também um breve comentário sobre o concerto; por isso, se quiserem, cliquem em “read more”/“ler mais” para lerem!
 
 

 
 
Na passada Quarta-feira (26) à noite, desci até Lisboa acompanhada por três amigas minhas para ver, pela primeira vez (e convém sempre referir o facto de que era a primeira vez), a cantora Beyoncé na sua mais recente turné «The Mrs. Carter Show World Tour».
Ora então, lá fomos nós do Porto até Lisboa, pela manhazinha, na crença de conseguirmos arranjar um lugar “arranjadinho” (entenda-se, privilegiado) dentro do recinto. Missão que, como seria de prever, se veio a tornar impossível. Expectantes parecia ser a palavra ideal para toda a aura que se fazia sentir no grupo. Todas já tínhamos visto, nas vésperas, excertos de outros concertos por esta Europa fora e, pensávamos nós, já estávamos mais ao menos à espera do que se viria a passar dentro do MEO Arena. Agora que penso nisso, fomos tão ingénuas...
Eu esperava encontrar um mar de gente. Um ambiente eufórico, vozes afinadas, movimentos sincronizados, um espírito vivo alimentado pela mesma musicalidade em todos os rostos. Eu esperava ver em todos esses mesmos rostos anónimos o mesmo amor, a mesma fidelidade, a mesma paixão. Imensas e diferentes histórias de vida que se vinham ali cruzar por uma admiração em comum. Esperava, mesmo, encontrar orgulho nesses rostos pelas horas de sacrifício e de sono acumuladas. Todos à espera de se virem a perder na música daquela noite. Mas eu não encontrei um mar de gente. O mar é algo demasiado disperso para o que encontrei ali. Ali encontrei uma “união de gente”, que sem se conhecerem tiraram proveito do que lhes trazia até ali para darem um pouco de si naquela noite. O fim era o mesmo. E esse fim uniu todas as pessoas que marcaram lugar durante a tarde de quarta. O espírito não se veio a alimentar da musicalidade que pairava no ar, mas sim – e exatamente pelo contrário – da ansiedade, da pressa para ver o que nos esperava para lá daquelas portas. A musicalidade, vim a descobrir, era apenas um acessório. Em todos os rostos anónimos, para lá desse amor, fidelidade e paixão, estava também presente uma imensa fé. Uma crença indestrutível. Pois o que se não a fé para nos levar a admirar alguém com quem nunca tivemos uma relação humana? Que outra justificação para tal fenómeno? Eu própria me reconheço como tal. Por outro lado, seriam essas histórias de vida assim tão diferentes para que trouxessem tantas pessoas ao mesmo sítio? Não. Não eram assim tão diferentes. Os rostos estampavam os mesmos medos, inseguranças, alegrias. Afinal, todos temos os mesmos receios. E esses mesmos receios são o que nos aproxima tão vinculadamente daquela mulher que nunca ninguém sentiu o perfume, mas que todos juram o distinguir. Fé, como dizia acima. E o orgulho... Não, não era nas horas de sono e no cansaço. Era pelo facto de simplesmente estarem ali. Fossem chegados à cinco, duas, uma hora ou à dez minutos atrás. Para rematar, duvido que alguém se tenha perdido na música daquela noite. Mais acredito, que os dezoito mil que lá compareceram, foram justamente encontrar-se na música daquela que é a nossa Diva.
Eu sabia que a Beyoncé ia dar um brilharete em peras! Que iria dominar o palco como só ela sabe. Com coreografias arrojadas e nunca perdendo o seu timbre. Eu sabia que a Beyoncé ia possuir todo o recinto como que sem querer. Qual menina a cantar em frente ao espelho qual quê. Eu sabia que ela iria ofuscar o maior holofote na arena. Que iria fazer ouvir-se como só ela sabe. Mas eu estava tão enganada! O que eu vi foi, mais uma vez, uma forte união entre a artista e o público. Elos criados invisivelmente durante quase duas horas de espetáculo, através de emoções, mensagens, inspirações e sentimentos. Todos eles à flor da pele de todos os presentes. O que eu vi foi toda a gente a fazer do recinto seu. E, por momentos, o mundo parecia ter ficado suspenso. Todos os problemas e todas as preocupações foram postas em pausa. O que acontecia ali... Não dava para perder. O que eu vi, nessa noite, foi toda uma plateia possuir de igual forma o palco. A Beyoncé fez-nos sentir realmente parte do espetáculo. Atores principais sem os quais a peça não funcionava.
Se todo esse chamamento glorioso não fosse o bastante, Beyoncé traz para todas as mulheres um bónus. Beyoncé não canta só sobre o amor. Está bem que as mais belas melodias de amor revelam as suas capacidades vocais interrogáveis, mas ela sabe que para se assumir em maior força, ela tem de cantar sobre tudo aquilo com que a mulher mais comum se depara ao longo da sua vida. Ela canta com raiva. Com medo. Com sensualidade. Com fúria. Com alegria. Ela canta todos os nossos estados de espíritos. Como mulher, sinto que nos toca na ferida, ajudando-nos a expressar aquilo que mais nos magoa sem qualquer fragilidade inerente. Sem nos apercebermos, estamos a cantar com ela numa só voz sobre o quanto nos amamos e reprovamos ao mesmo tempo, se é assim que realmente nos sentimos. Cantamos sem pudor. Porque, ali, eu não a Rita, a Cláudia, a Vera,... Ali, somos todas uma só. Creio, então, que são essas fortes mensagens, escritas por vezes nas mais pequenas das entrelinhas, que expressam sentimentos e emoções comuns. Dores e desalentos transversais a qualquer uma de nós. Não importa a idade, nacionalidade, profissão, ... E até cada vemos menos importa o sexo.
E além de toda uma humildade no que toca à partilha do palco e de uma veracidade nas letras das suas músicas, Beyoncé ainda consegue, na mesma noite, encantar-nos com melodias arrepiantes, de tirar o fôlego ao mais comum dos imortais. E gestos... Gestos ainda mais humildes. Como por exemplo, quando colocou a arena em silêncio ao som de Heaven. O brilho nos olhos daquelas crianças doentes passou a iluminar o recinto, envergonhando qualquer holofote.
Cada vez mais me convenço de que não poderia ter saído dali mais orgulhosa de ser mulher. De fazer parte do testemunho que é a carreira desta artista. De ter passado pela experiência incrível de me sentir igual a dezoito mil pessoas. Embora, aos olhos dos de fora, fôssemos todos tão diferentes e incompatíveis. Saí dali confiante. Orgulhosa. Senti-me, até, amada. Senti que, se há por aí alguma ideologia que quero defender, é esta. É este role de emoções. Este oceano de sentimentos. É esta ética. Este testemunho. Obrigado Beyoncé.
 
 
Thank you for reading
Stay Classy & Keep On Smiling,
Love,
Rita Giacco

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13 comentários

  1. omg arrepiei-me toda a ler isso ! se me sentia arrependida por ter tomado a decisão de não ir, ainda fiquei mais :'| mas fico feliz que tenham podido experienciar isso! marcou-vos para a vida, tenho certeza x)
    Beijinhos*
    Blog | Youtube | FB

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  2. Eu fui! :D e ver a diva uma vez na vida - check :D Grande espectáculo mesmo!

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  3. Adorava ter lá estado :)

    Beijinhos,
    http://asgavetasdaminhacasaencantada.blogspot.com/

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  4. You must have had a great time!
    Laura. xx

    www.stylishvue.blogspot.com

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  5. Obrigada! ♥
    Adorava ter lá estado! Deve ter sido espetacular!
    http://keepcalmandshopvintage.blogspot.pt/

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  6. Oh, que querida *.* muito obrigada!

    Beijinhos,
    http://asgavetasdaminhacasaencantada.blogspot.com/

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  7. Deve ter sido muito giro! :)

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  8. Só pode ter sido um excelente espectáculo :)

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  9. Que sortuda...Adorava ter ido :p

    http://mykindofjoy.blogspot.pt/

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  10. Nice post.
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  11. Wasn't it INCREDIBLE?! Ahh, I saw her in Vegas and almost died. I'm really hoping her and Jay Z go on tour this summer.

    Thanks for stopping by Pursuit!

    -Ash
    Pursuit of Shoes

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  12. Sei muito bem como te sentes também fui vê-la dia 26, fiquei na primeira fila e adorei! Melhor noite de sempre!

    http://g0ingt0h3ll.blogspot.com

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